21 de jun. de 2013

Em breve: lançamento do livro Direito do MERCOSUL vols. I e II


O Mercosul constitui um dos mais importantes experimentos de integração regional, no quadro do sistema multilateral de comércio, sendo certamente o mais relevante, atualmente, no contexto do hemisfério sul. Nesta obra, meia centena de autores se debruçam sobre seus aspectos institucionais, políticos, jurídicos e sociais, sem descurar de sua evolução histórica, analisando o impacto de cada uma de suas facetas regulatórias no tocante à soberania dos países membros, ao funcionamento de suas empresas, sobre a vida dos cidadãos. Dotada de características praticamente enciclopédicas, esta coleção de ensaios cobre todas as questões que os interessados no Mercosul desejavam saber, e que não tinham, até aqui, onde buscar, de forma consolidada. A missão agora está cumprida.






Coordenadora:
Elisa de Sousa Ribeiro

Prefácio
Francisco Rezek

Apresentação
Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha
Paulo Roberto de Almeida

Introdução
Jorge Fontoura

Autores:

Alceu Cicco, Ana Mara França Machado.André Pires Gontijo, Antonio Poli Navega, Ariane Costa Guimarães, Carina Costa de Oliveira,Carolina Nogueira Lannes, Claudio Santos da Silva, Cristiana Campos Mamede Maia, Cynthia Coelho Cortez, Eduardo Ribeiro Galvão,Elisa de Sousa Ribeiro,Felipe Pincheme, Gabriela Garcia Batista Lima, Gleisse Ribeiro Alves,Isabel Gouvêa Mauricio Ferreira, Isabela Marques Seixas, Jamile Bergamaschine Mata Diz Ferreira, Káccia Beatriz Alves Marquez, Larissa Maria Melo Souza, Leandro Madureira Silva, Leopoldo Faiad da Cunha, Leyza Ferreira Domingues, Lilian Rose Lemos Rocha, Liziane Paixão S. Oliveira, Lucas Noura de Moraes Rêgo Guimarães, Luciano Inácio de Souza, Luís Cláudio Coni, Marcelise de Miranda Azevedo, Marco Antônio Alcântara, Maria Claudia Drummond, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, Marlon Tomazette, Maria Edelvacy Pinto Marinho, Natália Cavalcanti Corrêa de Oliveira Serafim, Paulo Burnier da Silveira, Paulo Roberto de Almeida, Patricia Pessôa Valente, Pedro Magalhães Batista, Priscila Pereira de Andrade, Rafael Battella de Siqueira, Rafael Rosa Cedro, Renata Furtado, Robson Cunha Rael, Samantha Ribeiro Meyer-Pflug, Suzana Schwerz Funghetto, Thayane de Souza Santos, Vitor Eduardo Tavares de Oliveira




ÍNDICE

Prefácio
Francisco Rezek

Apresentação
Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha
Paulo Roberto de Almeida

Introdução
Jorge Fontoura

Parte I - Fundamentos da integração regional

1.  Direito de Integração
Cristiana Campos Mamede Maia e Leopoldo Faiad da Cunha

2.  O Mercosul no contexto da Integração Latino-Americana
 Paulo Roberto de Almeida


3.  O Desenvolvimento do Mercosul: progressos e limitações
Paulo Roberto de Almeida



Parte II - Estrutura institucional
4. Órgãos Executivos
Elisa de Sousa Ribeiro

5. Parlamento
Elisa de Sousa Ribeiro, Jamile Bergamaschine Mata Diz e Robson Cunha Rael

6. Solução de Controvérsias
Alceu Cicco e Cynthia Coelho Cortez 


Parte III – Funcionamento

7. Procedimentos de internalização de normativas do MERCOSUL nos Estados Partes
 Maria Elizabeth G. T. Rocha, Eduardo Galvão  e Carolina Nogueira Lannes 

8. Direito Administrativo
 Felipe Pinchemel e Patricia Pessôa Valente

9. Direito Aduaneiro
Eduardo Ribeiro Galvão

10. Direito Tributário
Ariane Costa Guimarães e Rafael Battella de Siqueira

11. Direito Empresarial e Societário
Eduardo Ribeiro Galvão e Isabel Gouvêa Mauricio Ferreira

12. Direito Falimentar
Marlon Tomazette

13. Direito da Concorrência
Paulo Burnier da Silveira, Luciano Inácio de Souza  e Antonio Poli Navega

14. Acordos Intra-zona
Marco Antônio Alcântara

15. Acordos Extra-zona 
 Paulo Roberto de Almeida





Parte IV – Cooperação

16. Cooperação em Matéria Civil e Comercial
Carina Costa de Oliveira e Priscila Pereira de Andrade

17. Cooperação Penal
Ana Mara França Machado, Pedro Magalhães Batista e Vitor Eduardo Tavares de Oliveira

18. Cooperação judiciária
Larissa Maria Melo Souza  e Thayane de Souza Santos 



Partes V - Direitos Individuais e Coletivos

19. A Ordem Democrática no Mercosul - uma análise jurisprudencial
Luis Cláudio Coni

20. Cláusula Democrática
André Pires Gontijo e Káccia Beatriz Alves Marquez

21. Direitos Humanos
Leyza Ferreira Domingues

22. Direito do Trabalho
Claudio Santos da Silva e Natália Cavalcanti Corrêa de Oliveira Serafim

23. Direito Previdenciário
Leandro Madureira Silva

24. Direito Ambiental
Gabriela Garcia Batista Lima e Liziane Paixão S. Oliveira  


Parte VI - Temas Especiais


25. Acordos Regionais e OMC
Rafael Rosa Cedro

26. Propriedade Intelectual
Gleisse Ribeiro Alves e Maria Edelvacy Pinto Marinho

27. Integração Educacional
Maria Claudia Drummond e Elisa de Sousa Ribeiro

28.  O Arco Sul
Suzana Schwerz Funghetto

29. Integração energética
Lucas Noura de Moraes Rêgo Guimarães

30. Faixa de Fronteira
Renata Furtado 

31. A Insustentabilidade do Tráfico de Animais Silvestres: A Rota Sul Americana
Lilian Rose Lemos Rocha

32. O Mercosul e o Processo de Internacionalização do Direito Constitucional 
Samantha Ribeiro Meyer-Pflug 


Conclusão

33. Perspectivas do Mercosul ao início de sua terceira década
Paulo Roberto de Almeida 

24 de abr. de 2013

Ministro Patriota sobre o MERCOSUL

Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota nº 219
21 de junho de 2013
   
Apresentação do Ministro Antonio de Aguiar Patriota em Audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal
 Brasília, 20 de junho de 2013


Vários analistas apontam para suposta "paralisia" do MERCOSUL. Penso que a realidade não corresponde a essa percepção. Os resultados do MERCOSUL são positivos, concretos e reais. Quanto ao comércio, por exemplo, e apesar dos efeitos negativos globais da grave crise econômica de 2008, o desempenho do intercâmbio intrazona é superior ao do comércio internacional. Enquanto as trocas globais cresceram 13% no período (de 16 para 18 trilhões de dólares), a corrente de comércio entre os membros do MERCOSUL cresceu mais de 20%, passando de 40 para 48 bilhões de dólares. Nos pouco mais de vinte anos de existência desde a assinatura do Tratado de Assunção, em 1991, o valor do comércio intraMERCOSUL cresceu mais de nove vezes, enquanto a corrente comercial do Bloco com o resto do mundo multiplicou-se por oito. Em ambas as dimensões, intrazona e com terceiros, as estatísticas não sustentam as críticas aos positivos resultados comerciais do MERCOSUL.

Para o Brasil, o MERCOSUL constitui importante instrumento para a expansão das exportações, em especial de produtos industrializados. Em 2012, depois de quatro anos de crise internacional, o bloco ocupou a quarta posição como destino de nossas mercadorias, com 9% das exportações – após União Europeia, China e Estados Unidos. Quando se considera a composição da pauta de exportações, destaca-se ainda mais a relevância do MERCOSUL: cerca de 90% das exportações brasileiras para o bloco são de manufaturados. Para a União Europeia, para a China e para os Estados Unidos, os percentuais de manufaturados são de 36%, 5% e 50%, respectivamente. A indústria brasileira, logo, tem no MERCOSUL o seu mais importante mercado externo. A indústria brasileira reconhece isso, como demonstra o recente estudo da FIESP "Agenda de Integração Externa", tornado público nesta semana. Na indústria e nos serviços a ela relacionados encontram-se, em geral, os empregos mais qualificados e bem remunerados. Nesse setor investe-se mais em ciência, tecnologia e inovação. Estimula-se o dinamismo dos centros urbanos, onde vive e trabalha a maioria da população brasileira.

Dado igualmente relevante, mas de pouca difusão, é o de que graças aos acordos de liberalização comercial assinados no âmbito da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração), ao amparo do Tratado de Montevidéu de 1980, pode-se afirmar que já existe livre-comércio entre o Brasil e quase todos os países da América do Sul. A redução das tarifas alfandegárias a zero já se verifica, no caso dos países do MERCOSUL, para praticamente todos os produtos da Argentina, 98% do Uruguai, 93% do Paraguai, e será de 91,9% com a Venezuela em 2019. Também se constata com relação a outros vizinhos: já é de 99% com o Chile e de 91% com a Bolívia. Com esse país, alcançará 100% em 2019; no mesmo ano, chegará a 94% com o Equador, 99,8% com o Peru e 83,6% com a Colômbia. Desse modo, haverá livre-comércio com quase todos os países da América do Sul daqui a 2019, existindo relativo espaço a ser conquistado no comércio com a Colômbia. Assim, no MERCOSUL de hoje, a exemplo do que se verifica em projetos de integração em outras latitudes, as perturbações remanescentes nas condições de acesso a mercados devem-se mais à administração conjuntural do comércio exterior do que das condições estruturais intrínsecas ao espaço econômico-comercial comum já estabelecido com base na primazia do livre-comércio.

O MERCOSUL é também exemplo de sucesso para além do terreno comercial, tanto na área econômica propriamente dita quanto no que diz respeito a iniciativas e interesses das sociedades dos países membros em seu conjunto. Na economia, crescem os investimentos produtivos entre os países membros e com os países associados. A mídia repercute, frequentemente, iniciativas empresariais nos mais variados setores de atividade: produção de insumos industriais; construção civil; manufatura de máquinas e equipamentos; bens intermediários e de consumo; distribuição e logística; comércio atacadista e varejista. A amplitude e a diversificação crescente dessas iniciativas empresariais atestam maior valor que a perspectiva do mercado ampliado do bloco traz para as decisões de expansão, de modernização, inclusive de integração das unidades produtivas nos membros e também nos países vizinhos, a exemplo do Chile e do Peru.

No que se refere à questão essencial da redução e superação de assimetrias entre os países membros, o MERCOSUL dispõe do Fundo para Convergência Estrutural (FOCEM). Trata-se do único mecanismo regional de financiamento da América Latina com recursos transferidos a fundo perdido, sem pagamento de juros ou reembolso do principal. Os projetos a serem aprovados pelo Fundo têm de promover a convergência estrutural, a competitividade, a coesão social, em particular das economias menores e regiões menos desenvolvidas, e apoiar o funcionamento da estrutura institucional e o fortalecimento do processo de integração. A vocação solidária do FOCEM evidencia-se ao serem comparadas as proporções dos aportes previstos e os benefícios recebidos em termos de distribuição de recursos. Dos 100 milhões de dólares que alimentam a cada ano o total do Fundo, 70%cabem ao Brasil; à Argentina, 27%; ao Uruguai, 2%; e ao Paraguai, 1%. A distribuição dos financiamentos, por sua vez, se faz no sentido inverso: o Paraguai recebe 48%; o Uruguai, 32%; a Argentina, 10%; e o Brasil, 10%. Esses percentuais são revistos regularmente e serão revistos com o ingresso da Venezuela no MERCOSUL. Desde que começou a funcionar em 2007, foram aprovados 43 projetos do FOCEM, em um total de 1,38 bilhão de dólares; 17 projetos localizam-se no Paraguai, totalizando 624 milhões de dólares, e compreendem obras para distribuição de energia elétrica, saneamento urbano, rodovias, habitações para famílias de baixa renda, entre outros.

O MERCOSUL destaca-se, ainda, em outra vertente tão ou mais relevante: o da participação da sociedade civil no avanço do processo de integração, em sua dimensão social e cidadã. Desde 2006 ocorrem as Cúpulas Sociais, em paralelo às reuniões de Cúpula Presidenciais, a cada semestre. A 14ª Cúpula Social, realizada em Brasília, em dezembro passado, teve como temas principais a livre circulação de pessoas e o reconhecimento de diplomas escolares (inclusive universitários), objetivos que constam do Plano de Ação do Estatuto da Cidadania do MERCOSUL.

No campo da livre circulação de pessoas, estão vigentes, no MERCOSUL, os Acordos de Residência, o Acordo de Seguridade Social e o Estatuto da Cidadania. Os Acordos sobre Residência se aplicam aos cidadãos dos países membros, mas também a alguns dos países associados, como Chile e Peru. No caso do Equador, falta apenas o final do processo de aprovação legislativa. São acordos que permitem aos nacionais brasileiros, argentinos, paraguaios, uruguaios, chilenos, peruanos, e em breve, equatorianos, estabelecer residência em qualquer dos países signatários e neles gozar de direitos civis, de deveres e responsabilidades trabalhistas e previdenciárias, entre outros.

O Acordo de Seguridade Social, firmado em 2005, permite que os trabalhadores dos países signatários incluam, no cálculo de suas aposentadorias concedidas em um país, o tempo em que trabalham em outro. Ao entrar com pedido de aposentadoria em Montevidéu, por exemplo, um profissional uruguaio que tenha trabalhado também no Brasil pode requerer a contagem do tempo de contribuição que terá feito para o sistema de previdência social brasileiro. O Acordo também permite a concessão de outros auxílios, inclusive aposentadoria por invalidez.

O Plano de Ação do Estatuto da Cidadania prevê a implementação e o aprofundamento, até 2021, de iniciativas de impacto positivo e direto na vida cotidiana das pessoas e das famílias, entre as quais: livre circulação de pessoas dentro do MERCOSUL; igualdade de direitos e liberdades civis, sociais, culturais e econômicas para os nacionais dos países membros; e igualdade de condições para o acesso a trabalho, saúde e educação.

Todos esses avanços reais e concretos na construção de um projeto de integração profundo e multifuncional – inspirado, também, em considerações de natureza política, estratégica e de longo prazo, no comércio, na economia, na cidadania, no conjunto dos principais interesses das sociedades – têm não só despertado atração no âmbito dos Estados associados ao MERCOSUL, mas também têm suscitado a aproximação dos demais países da América do Sul, seja pela adesão formal (caso da Venezuela, que aderiu em julho de 2012, e da Bolívia, que assinou Protocolo de Adesão em dezembro de 2012), seja pela manifestação de interesse (o Presidente Rafael Correa, depois de sua reeleição, manifestou que o Equador também tem interesse em participar do MERCOSUL como membro pleno, em um processo que deverá ter início neste ano). Com os demais países da América do Sul participando da rede de acordos de livre-comércio antes mencionada, Guiana e Suriname também formalizaram o interesse em tornarem-se Estados Associados do MERCOSUL.

Com o ingresso da Venezuela, o MERCOSUL passou a integrar área que se estende da Terra do Fogo ao Caribe. Representa mais de 80% do PIB regional a valores de 2012 – 3,3 trilhões de dólares, sobre 4 trilhões de dólares para toda a América do Sul –, 72% do território, 70% da população, 58% dos ingressos de investimento estrangeiro direto e 65% do comércio exterior.

É muito difícil corroborar, portanto, diante dos fatos e dados aqui mencionados, a percepção (que por vezes surge na mídia ou em fontes de pensamento e análise sobre os cenários regional e internacional) de que o MERCOSUL seria projeto de integração "antiquado" ou "desvantajoso" para o desenvolvimento de seus países membros. Nem o argumento da falta de livre-comércio resiste, como atestam os índices aqui mencionados de abertura de mercado intrazona e na América do Sul.

Outro argumento frequentemente apresentado é de que o bloco ainda não conseguiu concluir acordos de livre-comércio com grandes economias industrializadas e que já negocia com a União Européia há quase quinze anos, sem êxito. Em verdade, se o MERCOSUL tivesse concordado com toda a linha de demandas negociadoras da União Européia, já teríamos chegado a um acordo. Da mesma forma, se a União Européia tivesse, em contrapartida, concordado com todas as nossas ambições, também teríamos conseguido chegar a acordo equilibrado, amplo e mutuamente vantajoso. Até agora, não foi possível chegar a tal ponto. Vale lembrar, não obstante, que no contexto da reunião da Parceria Estratégica Brasil – União Européia, realizada em janeiro deste ano, aqui em Brasília, conversou-se sobre a retomada das negociações. Subsequentemente, à margem da Cúpula da Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos, realizada em Santiago, também em janeiro deste ano, ocorreu encontro de negociadores de MERCOSUL e União Européia, que estabeleceram o fim de 2013 como prazo para a circulação de ofertas melhoradas – requisito fundamental para a conclusão do processo negociador. Vejo que o processo está ingressando em fase efetivamente conclusiva, na medida em que também o setor privado brasileiro tem demonstrado grande interesse na sua conclusão, após consulta pública realizada ao final de 2012. Com base nessa manifestação, existe em curso processo de preparação da nossa oferta melhorada, que deverá estar pronta até setembro ou outubro deste ano.

Sem fazer qualquer interpretação ideológica ou de outra natureza e apenas baseando-se em fatos, pode-se afirmar que a conclusão de acordos de livre-comércio não implica necessariamente incremento das exportações dos países signatários. Tal constatação pode ser verificada nas estatísticas fornecidas pela CEPAL. Exemplo interessante é o do acordo de livre-comércio assinado entre Chile e Estados Unidos. Apesar do acordo, as exportações chilenas para o mercado norte-americano, nos últimos cinco anos, cresceram menos do que as vendas do MERCOSUL para os Estados Unidos, com quem o bloco não tem acordo de livre-comércio. O que aconteceu, na verdade, foi significativo aumento das exportações norte-americanas para o Chile. A conclusão a que se chega, então, é que um acordo de livre-comércio pode ser mutuamente benéfico quando equilibrado. Dependendo da circunstância, ele também pode acentuar desequilíbrios, sobretudo no curto prazo. Tais desequilíbrios poderão eventualmente até ser mitigados no mais longo prazo.

É inegável que o MERCOSUL constitui a mais bem sucedida iniciativa de integração profunda e abrangente já empreendida na América do Sul. Nos seus mais de vinte anos de avanços, desde o Tratado de Assunção, conseguiu incorporar à expansão sustentada do comércio intra e extrazona as dimensões econômica, social e cidadã, conformando projeto comum de prosperidade compartilhada na região.

A Aliança do Pacífico, integrada por Chile, Colômbia, México e Peru – e proximamente, de acordo com o anunciado, pela Costa Rica –, foi lançada em abril de 2011. Recordo-me que desde minha primeira visita à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, em 2011, conversei com os Senadores sobre o que na época se chamava "Arco do Pacífico", e do que aquilo representava para os interesses brasileiros. Seus principais compromissos e objetivos estão escritos em Acordo-Quadro assinado em dezembro de 2012, mas ainda não vigente, porque não aprovado por todos os seus países-membros. Não obstante a inexistência prática do Acordo-Quadro, a Aliança já realizou várias reuniões presidenciais. Entre os resultados anunciados na última Cúpula, em Cali, no dia 23 de maio, sob a Presidência pro tempore da Colômbia, foi destacada a decisão de reduzir a zero, quando entrar em vigor o Acordo-Quadro, os direitos de importação de 90% do universo tarifário no comércio entre os países-membros, e os 10% restantes deverão vir a ser desgravados conforme resulte das negociações, em curso, entre os quatro países.

Os compromissos anunciados em Cali no que diz respeito à eliminação de tarifas, em verdade, representam pouco ou nada em relação ao que já fizeram os países da Aliança do Pacífico na qualidade de membros da ALADI. De fato, já existem acordos de livre-comércio entre todos os países da Aliança do Pacífico, ao amparo do Tratado de Montevidéu, de 1980. Conforme os mais recentes estudos sobre comércio preferencial (ou seja, realizado ao amparo de reduções tarifárias) na região, elaborados pela Secretaria-Geral da ALADI e pela CEPAL, o grau de liberalização comercial entre os países da Aliança superava os 90% já no ano de 2010. O anúncio, portanto, de que se vai estabelecer zona de comércio preferencial para 90% do universo tarifário é um anúncio sobre algo que já existe. A única exceção é o comércio Peru-México, cujo índice de liberalização, apesar de inferior, deverá aumentar em função de acordo de livre-comércio assinado entre os dois países em abril de 2011 (antes, portanto, da criação da Aliança).

Quanto ao acesso dos produtos brasileiros aos mercados dos países-membros da Aliança do Pacífico, os cronogramas de desgravação dos acordos de livre-comércio firmados na ALADI pelo MERCOSUL com o Chile, com o Peru e com a Colômbia promoverão, até 2019, como eu comentava, a liberalização abrangente do comércio regional. Vale repetir que, segundo dados da ALADI, o grau de liberalização do comércio bilateral com o Brasil – medido pela proporção de itens com 100% de preferência em benefício das exportações brasileiras – será, no caso do Chile, de 99,9%; com o Peru, de 99,8%; e com a Colômbia, de 83,6%.

Os Presidentes do Chile, da Colômbia, do México e do Peru anunciaram em Cali a desgravação tarifária total no comércio de todos os produtos entre os quatro países. Esse objetivo, na verdade, será alcançado entre os quatro países, consoante os acordos que já haviam sido firmados anteriormente, na sua condição de membros da ALADI, e não da Aliança. Mesmo assim, dependerá da implementação de cronogramas de desgravação para os remanescentes 10% do universo tarifário.

Há marcado contraste, portanto, com a situação já existente de livre-comércio intrazona no MERCOSUL, e de ampla liberalização comercial no intercâmbio dos seus países-membros com os vizinhos na região, como acabo de apontar.

Ainda no campo comercial, em Cali também foi destacada a conclusão das negociações sobre facilitação de comércio e cooperação aduaneira. São assuntos que já ocupam, há muitos anos, os países da própria Aliança e os demais países da ALADI, e que também ocupam os países do MERCOSUL. A decisão de aprofundar ou de intensificar discussões com vistas à harmonização de procedimentos aduaneiros pode ser amplamente vantajosa para o MERCOSUL e para o Brasil. Isso facilitará o desenvolvimento do comércio com os integrantes da Aliança do Pacífico.

O Acordo-Quadro da Aliança tem outros objetivos mais ambiciosos do que a mera liberalização tarifária. Em seu artigo 3º, por exemplo, prevê "avançar progressivamente até a livre circulação de bens, serviços, capitais e pessoas". O mesmo artigo determina que os países integrantes da Aliança deverão, por exemplo: liberalizar o intercâmbio comercial de bens e serviços; avançar rumo à livre circulação de capitais e à promoção de investimentos; desenvolver ações de facilitação de comércio; promover a cooperação entre as autoridades migratórias e consulares; e facilitar o movimento de pessoas e o trânsito migratório nos seus territórios. A homogeneização dos procedimentos comerciais e de investimentos apresenta interesse, em si mesmo, para o MERCOSUL e para o Brasil individualmente.

Na Cúpula de Cali, há passos anunciados, ainda sem resultados conclusivos – como diretrizes para um futuro acordo de cooperação entre autoridades sanitárias; instâncias para facilitar o comercio de cosméticos; consideração dos avanços nas negociações sobre serviços e capitais (serviços profissionais; de telecomunicações; financeiros; marítimos; ou de transporte aéreo), para além dos dispositivos hoje vigentes; início das atividades de projeto para incrementar a competitividade de micro, pequenas e médias empresas –, que aguardam discussões mais aprofundadas antes de se transformarem em resultados concretos.

O tema das interconexões físicas entre os países da Aliança deverá demandar grandes e onerosas estruturas para avançar. Há descontinuidade geográfica entre Peru, Chile e Colômbia e o México, o que faz esse bloco não ter potencial de integração física, como, por exemplo, a América do Sul. Ainda assim, os integrantes da Aliança se comprometem, até o próximo dia 30 de junho, a concluir conjunto de negociações de ambição ampla, não somente sobre a desgravação tarifária total do universo de mercadorias em “prazos razoáveis” (sem ter sido dado prazo específico); mas também sobre regime de origem para as mercadorias comercializadas; medidas sanitárias e fitossanitárias; e alguns dos outros temas que mencionei. Todos os propósitos e tarefas anunciados em Cali têm o potencial de contribuir para o aprofundamento da integração entre esses países. Suas metas, contudo, não se materializam da noite para o dia e, possivelmente, não ocorrerão dentro do escasso tempo previsto até esse prazo de 30 de junho.

É pertinente, também, comparar o que foi anunciado em Cali pela Aliança do Pacífico em termos do estabelecimento de fundo de cooperação entre os países-membros, que alcançaria 1 milhão de dólares, e o FOCEM – que, em cinco anos de operação, já financiou 43 projetos, ao custo de mais de 1 bilhão de dólares.

Passando-se ao tema da anunciada concessão de bolsas de estudo para pós-graduação, cada país da Aliança do Pacífico está oferecendo aos demais 100 bolsas. Vale lembrar que o Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação brasileiro – o PEC-PG, que oferece bolsas para nacionais de países em desenvolvimento com os quais o Brasil possui acordos de cooperação cultural e educacional –, ao longo dos últimos doze anos, selecionou mais de 1.600 estudantes estrangeiros, 75% dos quais das Américas. Entre 2000 e 2012, foram contemplados quase 450 estudantes da Colômbia, um dos países que mais aproveita esse oferecimento de bolsas de estudo no Brasil. Na edição de 2012 do PEC-PG, foram concedidas 226 bolsas, sendo que mais de 100 para estudantes oriundos de países da Aliança do Pacífico.

Esses exemplos, assim como as referências anteriores sobre o MERCOSUL, ajudam a colocar em perspectiva realista e a melhor aquilatar o que representa, na prática, e para além da retórica, a Aliança do Pacífico.

Vale, igualmente, lembrar que três dos quatro membros originais da Aliança do Pacífico são países sul-americanos, membros da UNASUL. O Peru exerce, nesse momento, a Presidência pro tempore desse bloco. O Chile, o Peru e a Colômbia, como se viu, já mantêm acordos comerciais com os restantes membros do MERCOSUL e vizinhos da América do Sul que deverão entrar em vigor plenamente até o fim desta década.

A UNASUL é projeto especialmente abrangente e ambicioso, contemplando objetivos e agendas de trabalho que, em vários sentidos, vão muito além dos que pautam qualquer outro exercício de integração em curso na nossa região. Regida pelo Tratado de Brasília, assinado em 2008 e em pleno vigor desde 2011, a UNASUL conta, hoje, com doze instâncias setoriais, que tratam, dentre outros, de temas como defesa; combate ao problema mundial das drogas e ao crime organizado internacional; cooperação em saúde, educação, ciência e tecnologia; direitos humanos; acompanhamento eleitoral.

Dimensão que se reveste de particular significado na UNASUL é a da integração física. A América do Sul, quando olhamos para o mapa, sobressai-se como um continente em si mesmo. Por motivos históricos, que guardam relação com os modelos de colonização que prevaleceram na região durante os primeiros séculos da nossa história moderna, ainda é baixo o nível de integração entre nós em matéria de transporte e de energia, o que é incompatível com a idéia de um espaço sul-americano de prosperidade compartilhada. A UNASUL tem no tema da integração física uma das suas atividades centrais – daí a importância do Conselho de Integração e Planejamento, o Cosiplan, criado em 2009 no marco da organização.

A agenda de projetos prioritários de integração do Cosiplan, aprovada em 2011, então sob a presidência brasileira do foro, é a primeira compilação de projetos de infraestrutura em que cada projeto implica, necessariamente, a participação de dois ou mais países da América do Sul. A agenda inclui 544 projetos, que, somados, totalizam 130 bilhões de dólares em investimentos na integração da infraestutura regional. A título de exemplo, menciono alguns projetos dos quais o Brasil participa diretamente: o corredor ferroviário bioceânico Paranaguá-Antofagasta, que envolve Brasil, Paraguai, Argentina e Chile; a rodovia Boa Vista-Georgetown, entre Brasil e Guiana; o corredor ferroviário Montevidéu-Cacequi, que envolve o Brasil e o Uruguai. Esses projetos impactam diretamente na geração de comércio e de investimentos, revelando esforço de integração verdadeiramente amplo e profundo.

A Constituição brasileira, em seu artigo 4°, parágrafo único, indica que o Brasil perseguirá a integração latino-americana como um de seus objetivos em matéria de política externa. Temos hoje à nossa disposição, para que todos esses exercícios de integração sub-regional convirjam, a Comunidade de Estados Latino Americanos e do Caribe (CELAC), criada em Caracas, em dezembro de 2011, e que se reuniu, em nível de Chefes de Estado e de Governo, este ano em Santiago no Chile, quando a Presidência pro tempore foi passada do Chile para Cuba.

À guisa de conclusão, pode-se suscitar reflexão mais abrangente sobre qual é o modelo de integração para o qual devemos nos dirigir no futuro, a partir dos êxitos inegáveis já conquistados pelo MERCOSUL e por outros exercícios sub-regionais – que não devem ser vistos como ameaça, mas como oportunidade.

Para o Brasil, uma iniciativa como a Aliança do Pacífico ou qualquer outra que contribua para a prosperidade, para o desenvolvimento em nossa região, representa, antes de qualquer coisa, uma oportunidade que precisa ser devidamente entendida e aproveitada.

Mantemos relações próximas com os países da Aliança do Pacífico, de maneira muito proveitosa em distintos campos, inclusive no comércio e nos investimentos, e continuaremos a trabalhar para aprofundar esses vínculos. À medida que aqueles países tenham êxito em seus objetivos, de crescimento econômico e desenvolvimento social, isso só nos trará vantagens.

No plano político, não há mal entendido, não há dificuldade de comunicação com o grupo ou com os países individualmente. Até mesmo quando o Brasil venceu a campanha para Diretor-Geral da OMC, em que havia um candidato do MERCOSUL, Embaixador Roberto Azevêdo, que concorreu contra um candidato mexicano – que, portanto, poderia ser visto como um candidato da Aliança do Pacífico –, a vitória do candidato brasileiro não causou mal-estar na relação bilateral com o México. O melhor exemplo disso foi o fato de o chanceler José Antonio Meade, do México, ter realizado uma visita oficial ao Brasil menos de duas semanas após a divulgação do resultado dessa concorrência para Diretor-Geral da OMC, em Genebra.

A questão de fundo que se deve suscitar é a seguinte: saber se convém ou não fazer a opção por uma forma de inserção internacional e de estruturação de modelo de desenvolvimento econômico e social que leve à especialização das economias nacionais em torno de alguns poucos produtos, que tenderão a ser primários ou de escasso valor agregado local e de alguns poucos mercados que, em geral, estão concentrados geograficamente, em detrimento de uma estratégia que favoreça diversificação produtiva e os destinos e origens de comércio, a inclusão social mais ampla, com distribuição de renda e em democracia. Essa é uma questão que precisa ser debatida amplamente na sociedade brasileira. A primeira opção, a da especialização das economias de concentração de mercados, parece ter duvidosa sustentabilidade ao longo do tempo.

Relatório recentemente divulgado pela Cepal sobre investimentos estrangeiros diretos na América Latina aponta no sentido de que os investimentos estrangeiros em alguns países da região não estão contribuindo, ao contrário do que se pensava, para fomentar novos setores ou estimular atividades de maior conteúdo tecnológico, nem para gerar empregos de melhor qualidade. De maneira inversa, os investimentos têm reforçado as estruturas produtivas prevalecentes em detrimento da produção e dos empregos mais qualificados da economia, que, em geral, se localizam no setor industrial e nos serviços a ele relacionados.

Esse mesmo tipo de especialização tem sido estimulado pelos acordos de livre-comércio firmados pelos países da região com parceiros do mundo desenvolvido. A edição de dezembro de 2012 da revista CEPAL indica que, em que pese a celebração de vários desses acordos, a composição da pauta das exportações dos seus signatários em nossa região – em geral, com a expressiva participação de produtos básicos – não sofreu mudanças significativas, e tampouco se constatou incremento nas exportações de maior valor agregado. Pareceria, assim, que essa primeira opção da especialização, da concentração em poucos mercados, pode levar ao desmantelamento da indústria na América do Sul. Esse modelo não constituiria uma plataforma para sustentar a integração regional no longo prazo. Seu objetivo estratégico estaria mais voltado para abrir mercados para a região para os excedentes exportáveis, sobretudo de produtos manufaturados provenientes da extrazona e provenientes de economias altamente desenvolvidas, para promover as exportações regionais de bens primários, minerais ou não, para seu consumo em outras partes do mundo, essa seria a contrapartida.

Nesse contexto, cabe atentar para a similaridade dos pesos relativos, por um lado, das atividades manufatureiras e, pelo outro, do setor de bens primários na composição atual do Produto Interno Bruto de alguns países da região. A preferência deveria inclinar-se, então, pela opção que favorece uma inserção internacional e um modelo de desenvolvimento econômico e social que responda a uma estratégia em favor da diversificação produtiva e do comércio com inclusão social mais ampla, redistribuição de renda e democracia.

Isso não significa complacência nem falta de rigor e empenho, inclusive político, no tocante ao andamento, ao ritmo de avanço e à consistência interna dos processos de integração que adotam essa orientação. A análise dos compromissos já assumidos entre os países sul-americanos no campo de liberalização comercial indica que já se está chegando ao esgotamento da dimensão puramente comercial da integração. Não por falta de êxito. Pelo contrário, resta muito pouco espaço para fazer avançar ainda mais a área de livre-comércio regional, em grande medida já estabelecida plenamente entre os maiores mercados da região, com a relevante participação de produtos manufaturados ou semimanufaturados. Em outras palavras, o comércio provavelmente não mais será o vetor de sustentação do avanço da integração sul-americana nos anos futuros.

Manter a integração sul-americana em movimento passará, dessa forma, a exigir, crescentemente – em especial do Brasil, seu principal motor, porque é a maior e a mais diversificada unidade econômica e comercial da região –, ações e decisões para além do comércio. Serão cada vez mais necessárias iniciativas no plano propriamente econômico, dos investimentos de infraestrutura ou produtivos, dos financiamentos de médio e longo prazos, dos sistemas de pagamento em moeda locais, das garantias às exportações, do aumento da produtividade, da inovação científica e tecnológica para implementação de políticas de integrações regionais profundas, que visem ao fortalecimento da dimensão regional das políticas públicas de desenvolvimento econômico e social e que abram caminho para que a iniciativa privada contemple, de maneira efetiva e crescentemente proveitosa e benéfica para o Brasil, a dimensão regional como espaço capaz de agregar valor aos seus investimentos, à sua produção e às suas vendas. O setor empresarial dos quatro países integrantes da Aliança do Pacifico, no âmbito de seu conselho empresarial, tem planejado sua primeira macro-rodada de negócios, anunciada na recente Cúpula presidencial, em Cali. Cumpre lembrar que, por iniciativa do Brasil, o MERCOSUL passou a organizar, igualmente, encontros empresariais à margem das Cúpulas. Essa prática, que foi inaugurada em 2012, deverá continuar em 2013.

Serão e talvez já o sejam também indispensáveis medidas que, nos campos da educação, do trabalho, da previdência social, da saúde, fortaleçam e tornem duradouros os efeitos positivos que os acordos de facilitação de viagens e de residência entre os países da região acarretam para vigência da livre circulação das pessoas, para o benefício e exercício mais amplos das suas cidadanias. Muito já se avançou nesse terreno, em especial para o turismo e os negócios, mas resta muito ainda a fazer na construção de uma autêntica cidadania regional.

Concluindo, vale enfatizar um ponto que parece fundamental nessa discussão: para que a integração da região tenha futuro, é preciso envolver as pessoas diretamente, fazer o mesmo com o conjunto das sociedades, de maneira a torná-las partícipes de um processo de mudança de mentalidade, de transformação profunda que ajude a enxergar o outro lado da fronteira como um espaço de convivência, de oportunidades maiores e melhores para todos. Essa percepção crescente de comunidade, de mais prosperidade compartilhada, de riqueza e vigor na diversidade que caracteriza a região, é que dará legitimidade e sustentação perene em tempo histórico à integração. É a chave para garantir a nossa presença e a nossa contribuição de paz, democracia, justiça e inclusão social e prosperidade no século XXI.


19 de abr. de 2013

Entrevista com Requião sobre as Eleições no Paraguai

Entrevista com o Parlamentar Requião sobre as eleições no Paraguai e sobre a missão de observadores.





Este vídeo é apenas informativo e não reflete o posicionamento do Grupo de Estudos.
Fonte: Parlamento do Mercosul.


18 de abr. de 2013

Comunicado Conjunto MERCOSUL – Suriname


Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete
 Brasília, 17 de abril de 2013

 AVISO ÀS REDAÇÕES
  
Comunicado Conjunto MERCOSUL – Suriname


Conforme a Decisão do Conselho do Mercado Comum (CMC), por ocasião da Cúpula do MERCOSUL em Brasília, em Dezembro de 2012, no sentido de incentivar e fortalecer a relação entre MERCOSUL e Suriname, realizou-se em Paramaribo, em 10 de abril de 2013, visita do Alto-Representante Geral e de Delegação do MERCOSUL, com vistas a discutir os passos e diretrizes para a adesão do Suriname na qualidade de Estado Associado.

A Delegação do MERCOSUL fez apresentação sobre o arcabouço institucional, as relações comerciais e os fluxos de comércio do Bloco. As autoridades do MERCOSUL e do Suriname analisaram questões relativas à estrutura e ao funcionamento do Bloco, bem como os requisitos, direitos e obrigações de um Estado Associado.

A Delegação do MERCOSUL comprometeu-se a encaminhar ao Suriname, até 26 de abril, minuta de Acordo-Marco de Associação ao Bloco, abordando matérias políticas, econômicas, comerciais, culturais, de desenvolvimento produtivo e de outras áreas de cooperação.

As partes concordaram em se empenhar nas negociações para concluir o Acordo-Marco de Associação até a próxima Cúpula do MERCOSUL, em Montevidéu, em junho de 2013.

Paramaribo, 10 de abril de 2013

Comunicado Conjunto MERCOSUL-Guiana


Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete
 Brasília, 17 de abril de 2013
  
AVISO ÀS REDAÇÕES

 Comunicado Conjunto MERCOSUL-Guiana

Em cumprimento a Decisão Ministerial por ocasião da Cúpula do MERCOSUL em Brasília, em dezembro de 2012, Delegação do MERCOSUL, chefiada pela Presidência Pro Tempore uruguaia, realizou visita a Georgetown em 12 de abril de 2013, com vistas a discutir caminhos para intensificar a relação entre MERCOSUL e Guiana, particularmente em relação aos passos para a adesão do país como Estado Associado do Bloco.

A Delegação do MERCOSUL fez apresentação sobre o arcabouço institucional, as relações comerciais e os fluxos de comércio do Bloco. As autoridades do MERCOSUL e da Guiana analisaram questões relativas à estrutura e ao funcionamento do Bloco, bem como os requisitos, direitos e obrigações de um Estado Associado.

A Delegação do MERCOSUL comprometeu-se a encaminhar à Guiana, até 26 de abril, minuta de Acordo-Marco de Associação ao Bloco, abordando matérias políticas, econômicas, comerciais, culturais, de desenvolvimento produtivo e de outras áreas de cooperação.

As partes concordaram em se empenhar para concluir o Acordo-Marco de Associação até a próxima Cúpula do MERCOSUL, em Montevidéu, em junho de 2013.

Georgetown, 12 de abril de 2013

17 de abr. de 2013

Entrevista com Pablo Iturralde sobre as Eleições no Paraguai

Entrevista com o Parlamentar uruguaio Pablo Iturralde sobre as eleições no Paraguai e sobre a missão de observadores.



Este vídeo é apenas informativo e não reflete o posicionamento do Grupo de Estudos. 

15 de abr. de 2013

Parlamentares brasileiros vão observar eleições no Paraguai


Parlamentares da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) vão acompanhar as eleições gerais e estaduais no Paraguai, que serão realizadas no dia 21 de abril. Eles vão participar do Observatório da Democracia para as Eleições no país.

O convite foi oficializado pelo parlamentar paraguaio Ignacio Unzain Mendoza, presidente do Parlamento do Parlasul, quando veio ao Congresso Nacional brasileiro.

Os senadores Roberto Requião (PMDB-PR) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e os deputados Renato Molling (PP-RS) e José Stédile (PSB-RS) vão integrar a delegação que deve participar das atividades propostas pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral.

Para o senador Requião, o observatório das eleições no Paraguai é importante para recompor o Mercosul. “É preciso reconstruir o processo de integração e a retomada da democracia no Paraguai. O esforço do Parlasul é para integrar o mais breve possível o Paraguai ao bloco”, conclui Requião.

Suspensão do Mercosul
O Paraguai está suspenso do Mercosul desde que Fernando Lugo deixou a presidência do país, após processo de impeachment aprovado pelo Congresso nacional, em junho do ano passado, acusado de “mau desempenho de suas funções”.

O processo contra Lugo foi iniciado por conta do conflito agrário que terminou com 17 mortos no interior do país. O processo de impeachment durou, aproximadamente, 48 horas.

Os países membros do Mercosul e da Unasul interpretaram a atitude do Congresso Paraguaio como uma quebra dos princípios democráticos por não permitirem que Fernando Lugo elaborasse sua defesa. Por isso, as instituições supranacionais decidiram pela suspensão do Paraguai das decisões do bloco até que seja reinstaurada a democracia no país.

Da Redação - RCA
Com informações da Representação Brasileira no Parlasul

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

8 de abr. de 2013

Visita ao Brasil do Chanceler da República Bolivariana da Venezuela, Elías José Jaua Milano


Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

 Nota à Imprensa nº 105
8 de abril de 2013


 Visita ao Brasil do Chanceler da República Bolivariana da Venezuela, Elías José Jaua Milano
Brasília, 9 de abril de 2013

 O Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, receberá o Ministro das Relações Exteriores da República Bolivariana da Venezuela, Elías José Jaua Milano, em Brasília, no dia 9 de abril de 2013. Será a primeira visita do Ministro Elías Jaua ao Brasil desde que assumiu o cargo, em 15 de janeiro deste ano.

Brasil e Venezuela firmaram aliança estratégica em 2005 e realizam reuniões periódicas de consultas bilaterais, para coordenar iniciativas conjuntas, promover interesses regionais e globais comuns e avaliar iniciativas voltadas à cooperação bilateral e ao desenvolvimento. A cooperação entre Brasil e Venezuela abrange projetos de integração produtiva e de desenvolvimento social e tecnológico. No contexto da visita, a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar, sob a regência do Maestro Gustavo Dudamel, apresentar-se-á no Teatro Nacional de Brasília.

A Venezuela é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na América do Sul. Nos últimos dez anos, o comércio bilateral cresceu 585%, passando de US$ 883 milhões em 2003 para o recorde histórico de US$ 6,05 bilhões em 2012. As exportações brasileiras de manufaturados para a Venezuela cresceram 30% em 2012, atingindo 65% da pauta exportadora. A economia venezuelana cresceu 5,5% em 2012.

DESCOBRINDO A FAIXA DE FRONTEIRA

clique na imagem para ampliar

Convidamos a todos para o lançamento do livro

DESCOBRINDO A FAIXA DE FRONTEIRA
A trajetória das elites organizacionais do Executivo federal
 As estratégias, as negociações e o embate na Constituinte 

Esse livro é resultado de alguns anos de investigação e conta uma parte da história da faixa da fronteira do país. Em breve o livro estará no site da Editora: http://www.editoracrv.com.br/

1 de abr. de 2013

Câmara indica parlamentares para Representação no Parlasul


26/03/2013 - 20h42
Câmara indica parlamentares para Representação no Parlasul
A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) recebeu nesta terça-feira (26) a relação dos deputados que vão integrar o colegiado neste ano.


Eleições no Paraguai 
Os parlamentares brasileiros deverão acompanhar as eleições gerais e estaduais no Paraguai, previstas para 21 de abril deste ano.

Para o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), trata-se de um momento de reaproximação com os paraguaios. "A participação dos observadores é importante para a retomada do diálogo parlamentar com o Paraguai e a imediata volta do funcionamento do Parlasul", disse.

O parlamentar paraguaio Ignacio Unzain Mendoza, presidente do Parlasul, visitou o Congresso Nacional brasileiro há duas semanas para oficializar o convite do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Paraguai para o Observatório da Democracia do Parlamento.

Unzain Mendoza afirmou que a ação tem objetivo de mostrar a transparência do sistema eleitoral paraguaio. "A participação dos observadores é para legitimar as eleições paraguaias com transparência, dando legalidade ao processo para que as novas autoridades possam trabalhar pela integração do bloco o mais rápido possível.”

Para o presidente da Representação Brasileira, senador Roberto Requião (PMDB-PR), o observatório das eleições no Paraguai é importante para recompor o Mercosul. "É preciso reconstruir o processo de integração e a retomada da democracia no Paraguai. O esforço do Parlasul é integrar o mais breve possível o Paraguai ao bloco", concluiu Requião.

Da Redação - RCA 
Com informações da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

10 de mar. de 2013

Lançamento do livro "Mercosul: sobre Democracia e Instituições"






Título: "Mercosul: sobre democracia e instituições" 
Autora: Elisa de Sousa Ribeiro
Editora: CRV

Prefácio: Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha
Posfácio: Maria Claudia Drummond
Apresentação: Paulo Roberto de Almeida

“Mercosul: sobre democracia e instituições” aborda um tema bastante sensível dos processos de integração regional: o déficit democrático. A obra se dedica à análise de questões relativas a instituições regionais, em especial no que tange à repartição de poderes e à participação social. Nesse sentido, são abordados aspectos políticos e jurídicos do Mercosul, na qualidade de organismo internacional, com a finalidade de viabilizar um diálogo interdisciplinar sobre o tema. A abordagem da autora se baseia em pressupostos teóricos do Construtivismo e o Institucionalismo Neoliberal. Seu marco-teórico sustenta-se, ademais, em distintos autores dos continentes americano e europeu que pesquisam o déficit democrático em organismos internacionais de integração regional. Trata-se de uma análise teórica e empírica inovadora no meio acadêmico sul-americano, que certamente iniciará um debate sobre o caráter democrático das instituições do Mercosul.


Biografia:
Elisa de Sousa Ribeiro é doutoranda e mestre em Ciências Sociais pelo Centro de Pesquisa e Pós-Graduação Sobre as Américas, da Universidade de Brasília. Bacharel em Direito pelo UniCEUB, no qual lecionou Direito Internacional Público no curso de Relações Internacionais, e pelo qual é vice-Líder do Grupo de Estudos do Mercosul. A autora tem pesquisado e publicado sobre os aspectos jurídicos e políticos do bloco desde 2005. Como bolsista do PIBIC-CNPq, entre 2006 e 2008, desenvolveu o projeto de pesquisa “A construção do Direito Comunitário do Mercosul”, e como bolsista da CAPES, entre 2010 e 2012, desenvolveu a pesquisa que levou à redação desta obra. Autora de artigos como “Paradigmas da atuação brasileira no Mercosul”, “A adesão da Venezuela ao Mercosul: o manifesto da expansão integracionista”, “Um Parlamento para o Mercosul: o processo político e histórico de sua criação” e “Cooperação entre as Justiças Castrenses dos Estados Partes do Mercosul: Realidade e Perspectivas”, segue dedicando-se à análise deste bloco de países, sempre com o objetivo de suscitar debates que levem ao seu aperfeiçoamento.

5 de jul. de 2012

Capes é contra revalidação automática de diplomas



ESTABILIDADE ACADÊMICA
Capes é contra revalidação automática de diplomas
Por Marília Scriboni

"O Conselho Técnico-Científico da Educação Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível (Capes), ligado ao Ministério da Educação, é contrário à revalidação automática de diplomas de pós-graduação obtidos no exterior. O grupo encaminhou nota técnica sobre o assunto no último 26 de maio ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Para o grupo, “a adoção desse procedimento comprometeria todo o Sistema Nacional de Pós-Graduação stricto sensu, suas exigências e resultados, bem como sua estabilidade acadêmica e científica para a formação de quadros de nível de excelência internacional.
Algumas universidades do Mercosul vêm oferecendo mestrados em áreas como Economia, Direito, Administração e Medicina em dois meses, juntamente com pacotes de férias. É esse tipo de prática que a Capes vem querendo barrar, além das diversas ações judiciais que tentam fazer a revalidação automática dos diplomas. Há, inclusive, projetos de lei no Senado e na Câmara que tentam permitir a revalidação para cursos feitos em países de língua portuguesa e membros do Mercosul. Assim, a nota serve como um ato simbólico e um aviso de que os cursos desse tipo não são aceitos no Brasil.
O documento diz que “é motivo de muita preocupação que a revalidação automática de diplomas obtidos no exterior seja adotada sem exame e comprovação do trabalho científico, tecnológico, educacional e de inovação realizado tanto pelo portador do título, como pela instituição que o titulou”.
Ainda de acordo com a nota, “a República Federativa do Brasil persegue o objetivo de excelência e reconhecimento internacionais de seu sistema de pós-graduação, o que somente se mostra possível com a definição de parâmetros aceitos pela comunidade acadêmico-científica nos âmbitos nacional e internacional”.
A Capes diz, ainda, que “inexiste exemplo de país onde a revalidação de títulos obtidos no exterior seja aplicada automaticamente por ato normativo do Poder Legislativo, sem processos ou acordos construídos pela própria comunidade científico-acadêmica”. O assunto é regulado pela Lei 9.394, de 1996, que aprovou as diretrizes e bases da educação nacional.
O artigo 48 da lei estabelece que “os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular”.
Hoje, são três as possibilidades: Os diplomas expedidos pelas universidades serão por elas próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições não-universitárias serão registrados em universidades indicadas pelo Conselho Nacional de Educação; Os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras serão revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação e os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior."
Marília Scriboni é repórter da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 4 de julho de 2012

http://www.conjur.com.br/2012-jul-04/capes-revalidacao-automatica-diplomas-obtidos-exterior

"Golpe no Parlasul"

As opiniões emitidas no vídeo não vinculam o Grupo de Estudos, que somente está reproduzindo o seu conteúdo para fins de debate acadêmico.


23 de jun. de 2012

Comunicado da UNASUL sobre a situação no Paraguai


Comunicado da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) sobre a situação no Paraguai
Assunção, 22 de junho de 2012
22/06/2012 -(Original en español después de la versión en portugués)



 Os Chanceleres e Representantes dos países da UNASUL, junto ao Secretário-Geral da Organização, viajaram à República do Paraguai em cumprimento do mandato dos Chefes e Chefas de Estados da UNASUL reunidos na cidade do Rio de Janeiro, em 21 de junho de 2012, com o objetivo de conhecer in situ todos os aspectos da situação política do país.

Para tanto, mantiveram reuniões com o Presidente Fernando Lugo.

Adicionalmente, reuniram-se com o Vice-Presidente Federico Feranco, com dirigentes políticos de diversos partidos e com autoridades legislativas, de quem lamentavelmente não obtiveram respostas favoráveis às garantias processuais e democráticas que lhes foram solicitadas.

Os Chanceleres reafirmam que é imprescindível o pleno respeito das cláusulas democráticas do MERCOSUL, da UNASUL e da CELAC.

Os Chanceleres consideram que as ações em curso poderiam ser compreendidas nos artigos 1.º, 5.º e 6.º do Protocolo Adicional ao Tratado Constitutivo da UNASUL sobre Compromisso com a Democracia, configurando uma ameaça de ruptura à ordem democrática, ao não respeitar o devido processo legal.

Os governos da UNASUL avaliarão em que medida será possível continuar a cooperação no marco da integração sul-americana.

A missão de chanceleres reafirma sua total solidariedade ao povo paraguaio e o respaldo ao Presidente constitucional Fernando Lugo.


* * *
Los Cancilleres y Representantes de los países de UNASUR, junto al Secretario General de la Organización, viajaron a la República del Paraguay en cumplimiento del mandato de los Jefes y Jefas de Estados de UNASUR reunidos en la ciudad de Río de Janeiro, el 21 de junio de 2012, con el objeto de conocer in situ todos los aspectos de la situación política del país.

Para ello, mantuvieron reuniones con el Presidente Fernando Lugo.

Adicionalmente, se reunieron con el Vicepresidente Federico Franco, con dirigentes políticos de diversos partidos y autoridades legislativas, de quienes lamentablemente no obtuvieron respuestas favorables a las garantías procesales y democráticas que se les solicitaron

Los Cancilleres reafirman que es imprescindible el pleno respeto de las clausulas democráticas del MERCOSUR, la UNASUR y la CELAC.

Los Cancilleres consideran que las acciones en curso podrían ser comprendidas en los artículos 1, 5 y 6 del Protocolo Adicional del Tratado Constitutivo de la UNASUR sobre Compromiso con la Democracia, configurando una amenaza de ruptura al orden democrático, al no respetar el debido proceso.

Los Gobiernos de UNASUR evaluarán en qué medida será posible continuar la cooperación en el marco de la integración suramericana.

La misión de Cancilleres reafirma su total solidaridad al pueblo paraguayo y el respaldo al Presidente constitucional Fernando Lugo.

22 de jun. de 2012

Pronunciamento do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, sobre a situação no Paraguai




Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete
 Brasília, 21 de junho de 2012


AVISO ÀS REDAÇÕES
 Pronunciamento do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, sobre a situação no Paraguai
Rio de Janeiro, 21 de junho de 2012


MINISTRO ANTONIO DE AGUIAR PATRIOTA: “Tenho uma breve declaração a fazer. Acaba de ocorrer, no gabinete da Presidenta Dilma Rousseff, uma reunião dos Presidentes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) presentes aqui à Rio+20. Quase todos estavam presentes. Aqueles que não estavam presentes foram representados pelos seus chanceleres ou embaixadores. A reunião permitiu uma análise dos acontecimentos no Paraguai em função do enfrentamento havido em 15 de junho entre agentes policiais e camponeses e, em particular, dos desdobramentos políticos que se seguiram ao episódio.

Diante da iniciativa dos partidos políticos de promoverem julgamento do Presidente da República, Fernando Lugo, os Presidentes da Unasul decidiram o envio de uma missão de chanceleres que partirá hoje, às 19h, do Rio de Janeiro para Assunção. Eu integrarei essa missão. Ela será integrada também pelo Secretário-Geral da Unasul, o venezuelano Alí Rodríguez, que acaba de assumir a Secretaria-Geral da Unasul. Essa missão se desloca a Assunção no espírito do protocolo adicional do Tratado Constitutivo da Unasul sobre compromisso com a democracia.

Os Presidentes expressaram sua convicção de que se deve preservar a estabilidade e o pleno respeito à ordem democrática do Paraguai, observado o pleno cumprimento dos dispositivos constitucionais e assegurado o direito de defesa e o devido processo. Os Presidentes consideram que os países da Unasul conquistaram com muito esforço a democracia e, nesse sentido, nós todos devemos ser defensores extremados da integridade democrática da América do Sul. Muito obrigado.”

Parlamento do Mercosul realiza primeira sessão do ano em 2 de julho



Parlamento do Mercosul realiza primeira sessão do ano em 2 de julho


O Parlamento do Mercosul (Parlasul) realiza em 2 de julho a primeira sessão do ano. O Parlasul ainda não se reuniu em 2012 porque os parlamentares argentinos não haviam sido definidos. A Câmara de Deputados argentina, no entanto, já indicou 15 representantes, o que garantirá o quórum mínimo para a abertura da sessão.
Pela primeira vez, os países estarão representados com um novo número de integrantes: 37 parlamentares brasileiros (27 deputados e 10 senadores), 26 argentinos, 18 paraguaios e 18 uruguaios. Anteriormente, eram 18 representantes para cada um dos países do bloco, inclusive Brasil e Argentina.
O aumento do número de representantes atendeu a acordo para a implantação do critério de proporcionalidade atenuada, que garante mais assentos aos países mais populosos.
A sessão está marcada para as 10 horas, na sede do Parlasul, em Montevidéu (Uruguai). A pauta da reunião ainda não foi divulgada.
Integração
Instalado em 2007, o Parlasul tem o objetivo de dar mais agilidade à integração entre os países que compõem a instituição. Também está na sua lista de prioridades manter os esforços para a preservação da democracia na região.
Da Redação/PT

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'


http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/RELACOES-EXTERIORES/420524-PARLAMENTO-DO-MERCOSUL-REALIZA-PRIMEIRA-SESSAO-DO-ANO-EM-2-DE-JULHO.html

15 de mai. de 2012

Comissão discute resultados de acordo sobre diplomas no Mercosul

 Comissão discute resultados de acordo sobre diplomas no Mercosul 

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional realiza audiência pública hoje para discutir os resultados alcançados pelo Sistema de Acreditação Regional de Cursos Universitários (chamado Sistema Arcu-Sul) e sobre a atual metodologia empregada para a avaliação/reconhecimento de diploma obtido em universidade estrangeira. 

 A iniciativa do debate é do deputado Francisco Praciano (PT-AM). Ele explica que o Sistema Arcu-Sul foi criado a partir de acordo assinado em 30 de junho de 2008 pelos países integrantes do Mercosul. “Depois de quatro anos da assinatura do acordo, entendemos que os ministérios brasileiros diretamente envolvidos na sua efetivação já devem ter uma avaliação sobre a consecução dos objetivos previstos”, conclui Praciano. 

 Foram convidados para o debate: 
- o secretário substituto de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes; 
- o assessor da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC Murilo Silva de Camargo; 
- um representante do Ministério das Relações Exteriores. 

A reunião será realizada no Plenário 3, às 14h30. 

Fonte: Agência Câmara de Notícias

14 de mai. de 2012

Seminários - 25 anos CEPPAC



Com o objetivo de celebrar os 25 anos de criação do CEPPAC e promover os estudos comparados como abordagem privilegiada para compartilhar as Américas o corpo docente, discente e de funcionários do CEPPAC organizou uma programação de eventos acadêmicos que espelha a densidade e alcance de sua proposta acadêmica. A ideia é proporcionar tanto à comunidade acadêmica como ao público em geral a oportunidade de atualizar-se e aprofundar o conhecimento produzido sobre as sociedades americanas, particularmente seus processos políticos, econômicos e sócio-culturais.

Para tanto, os eventos acontecerão no âmbito do Festival Latino-Americano e Africano de Arte e Cultura 2012 (FLAAC) e precederão o próximo congresso da Asociación Latinoamericana de Sociología (ALAS).
Os seminários serão abertos a todos os interessados, sendo possível a inscrição nas atividades a título de Curso de Extensão.



Programação
Seminário internacional: Desenvolvimento, democracia e direitos humanos na América Latina

Mesa 1: Justiça, memória e direitos humanos nas Américas
(promovido pelo Laboratório de Políticas Multiculturais e Interculturalidade)
17 de maio, 8h30-12h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB
Moderadora: Simone Rodrigues Pinto (UnB)
Palestrantes:
Cléria Botelho (UnB)
David Verge Fleischer (UnB)
Gilney Viana (Coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade da SDH da Presidência da República)
Conferência: Democracia e militânica política na América Latina em tempos de globalização capitalista radicalizada
17 de maio, 14h-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB
Moderadora: Flávia Lessa de Barros (UnB)
Debatedores: Maria Francisca Pinheiro Coelho (UnB) e Luís Felipe Miguel (UnB)
Conferencista:
Marco Aurélio Nogueira (UNESP)

Mesa 2: Movimentos sociais, desenvolvimento e democracia na América Latina
18 de maio, 8h30-12h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB
Moderador: Cristhian Teófilo da Silva (UnB)
Debatedora: Flávia Lessa de Barros (UnB)
Palestrantes:
Breno Bringel (IESP-UERJ)
Alfredo Falero (UDELAR)

Mesa 3: Ampliação da democracia e novas institucionalidades: Os desafios da participação e da representação política na América Latina
18 de maio, 14h-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB
Moderadora: Lília Tavolaro (UnB)
Debatedor: Adrián Gurza Lavalle (USP)
Palestrantes:
Ernesto Isunza (CIESAS/Xalapa)
Ana Cláudia Chaves Teixeira (Doutoranda, UNICAMP)



Seminário Internacional: Desenvolvimento e Integração Regional na América Latina
Revisões críticas e alternativas
Parceria com FLAAC 2012 e Pré-Alas 2013
Coordenação:
Flávia Lessa de Barros (UnB)
Mesa de Abertura
11 de junho, segunda, 8:30, Auditório da Reitoria, UnB


Mesa 1: Que desenvolvimento e que integração regional? Dilemas, desafios e impactos dos modelos na América Latina
11 de junho, quarta, 9h30-12h, Auditório da Reitoria, UnB
Moderador: Benício V. Schmidt (UnB)
Debatedor: Andrés Serbin (Universidad Central de Venezuela)
Palestrantes:
Jaime Preciado Coronado (Universidade de Guadalajara)
Carlos Eduardo Martins (UFRJ e UFF)
Gerardo Caetano (Universidad de la República)


Mesa 2: Neoliberalismo, neodesenvolvimentismo e integração regional em cenários de globalização e crise do capitalismo: Perspectivas da América Latina
11 de junho, segunda, 14h-18h, local a definir
Moderadora: Flávia Lessa de Barros (UnB)
Debatedor: Teotônio dos Santos (UFF)
Palestrantes:
Márcio Pochmann (Presidente do IPEA/Unicamp)
Jorge Marchini (UBA)
Pedro Páez Pérez (Presidente da Comissão Técnica Presidencial Equatoriana)




Mesa 3: Buscando nexos entre desenvolvimento, integração e democracia na América Latina a partir de dimensões sociais, culturais e ambientais
12 de junho, terça, 8h30-12h, local a definir
Moderador: David Fleischer (UnB)
Debatedor: Marcelo Arnold-Cathalifaud (Vice-Presidente da ALAS)
Palestrantes:
Pablo Dávalos (Pontificia Universidad Catolica del Equador)
Nora Garita (Universidade de Costa Rica)
Luis Reygadas (Universidad Autónoma Metropolitana- Iztapalapa)


Mesa 4: Grandes projetos de desenvolvimento e integração regional na América Latina: Explorando problemáticas a partir de alguns casos
12 de junho, terça, 14h-18h, local a definir
Moderador: Cristhian Teófilo da Silva (UnB)
Debatedor: Gustavo Lins Ribeiro (UnB)
Palestrantes:
Manuel Gonzalo Chávez Alvarez (Universidad Católica San Pablo)
Monica Bruckmann (UFRJ)
Ailton Dias (Doutorando CEPPAC/UnB, IEB)


Mesa 5: Desenvolvimento e democracia na cooperação internacional para a América Latina
13 de junho, quarta, 8h30-12h, local a definir
Moderadora: Lília Tavolaro (UnB)
Debatedor: Jorge Romano (Action Aid)
Palestrantes:
Sonia Álvarez Leguizamón (Universidad Nacional de Salta)
Simone Cecchini (CEPAL)
Omar Ribeiro Thomaz (UNICAMP)

Seminário internacional: Etnicidade, racialidade e diversidade nas Américas

Mesa 1: Etnicidade, racialidade a anti-racismo nas Américas afro-latinas
27 de junho, 8h30-12h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB
Moderadora: Lília Gonçalves Magalhães Tavolaro (UnB)
Debatedor: Lívio Sansone (UFBA)
Palestrantes:
Valter Silvério (UFSCAR)
Patricia Pinho (SUNY-Albany)


Mesa 2: Povos indígenas entre fronteiras
27 de junho, 14h-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB
Moderador: Stephen Grant Baines (UnB)
Palestrantes:
Cláudia Lopez (MPEG)
Sebastián Valverde (CONICET/UBA)
Diego Escolar (Universidad de Mendoza)


Mesa 3: Repensando gênero e o pensamento social feminista na América Latina
28 de junho, 8h30-12h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB
Moderadora: Renata de Melo Rosa (UniCEUB)
Palestrantes:
Mireya Suárez (UnB)
Lia Zanotta Machado (UnB)
Sulivan Charles Barros (UnB)


Mesa 4: Territorialidades em movimento: Painéis dos conflitos territoriais na América Latina
(promovido pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas em Movimentos Indígenas, Políticas Indigenistas e Indigenismo-LAEPI)
28 de junho, 14h30-18h, Sala Professor Roberto Cardoso de Oliveira, CEPPAC, Multiuso II, UnB
Moderador: Rodrigo Paranhos Faleiro (Doutorando CEPPAC, UnB)
Debatedor: Cristhian Teófilo da Silva (UnB)
Palestrantes:
Martin Hebért (Université Laval)
Eliane Cantarino O`Dwyer (UFF)
Rodrigo Grunewald (UFCG)

II Seminário Internacional: Comparação e Interdisciplinaridade

Organização: Annie Lamontagne (Doutoranda CEPPAC)
Márcia Guedes Vieira (Doutoranda CEPPAC)
3,4, 5 de setembro, local a confirmar.
Mini-curso sobre bancos de dados comparados
Laboratório de Análise de Dados Sociais, CEPPAC, UnB
Responsável: Daniel Capistrano (Doutorando CEPPAC)
Painel sobre Interdisciplinaridade
Ivan Domingues (UFMG)
Arlindo Phillippi (USP)
Fernanda Sobral (UnB)
Facilitador: Cristhian Teófilo da Silva (UnB)

Oficinas:
«Trabalho, instituições e políticas públicas»
Christiane Girard (UnB)
Silvia Yannoulas (UnB)

"Governança e desenvolvimento ? dimensões culturais, interdependência e redes de cooperação?
Ana Flávia Granja e Barros (UnB)
Wellington de Almeida (UnB)
Plenária de encerramento

Inscricões:

Secretaria do CEPPAC
Multiuso II, 1 piso
61-3107-5803
ceppac@unb.br
Coordenação geral
Cristhian Teófilo da Silva (UnB)
Flávia Lessa de Barros (UnB)
Lília Gonçalves Magalhães Tavolaro (UnB)
Guilherme Nogueira Dantas (Mestrando/CEPPAC)
Renata Albuquerque de Moraes (Mestranda/CEPPAC)
Katherine Judd (Mestranda/CEPPAC)
Arthur Andrade (Graduando Ciências Sociais)

Evento – Ciclo de Audiências Públicas “Crise, Estado e Desenvolvimento: Desafios e perspectivas para a América Latina”

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) promove o Ciclo de Audiências Públicas “Crise, Estado e Desenvolvimento: Desafios e perspectivas para a América Latina”, que será realizado nos dias 18 e 25 de maio e 1º de junho, no Senado Federal. A iniciativa partiu do presidente da delegação brasileira, senador Roberto Requião, que teve aprovado requerimento em 24 de abril para a realização do evento. 

As Audiências Públicas Preparatórias para o Seminário “Crise, Desenvolvimento e Estado: Desafios e Perspectivas para a América Latina” trará os temas relacionados ao processo de integração regional na América do Sul. Entre os palestrantes estão o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Carlos Lessa, Ciro Gomes, Márcio Henrique Monteiro de Castro, José Carlos de Assis, Dércio Garcia Munhoz, João Sicsú e Márcio Pochmann. A programação completa se acessa aqui

 São convidados deputados e senadores, imprensa, estudantes, professores, assessores e o público em geral. Os debates serão transmitidos, ao vivo, pela TV Senado, com a interatividade do Alô Senado. O público poderá enviar perguntas pelo telefone 0800-612211 ou pelo twitter @AloSenado. 

Quem estiver inscrito para assistir aos debates de forma presencial receberá certificação. Acesse o link para fazer sua INSCRIÇÃO. As inscrições também podem ser feitas através do ícone do evento, localizado à barra lateral direita, no sítio www.camara.gov.br/representacaomercosul.